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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os concertos da Trama são cada vez mais incontornáveis. Ainda por cima hiper-ridiculamente baratos. Ainda por cima numa Livraria. Aquilo vai dar umas dores de cabeça porque o espaço não é grande. Desejo muitas dores de cabeça aos responsáveis! Força!!

Quinta Feira vão lá os "O Cão da Morte". A foto não é minha, roubei-a aqui e parece ter sido tirada pela própria Kris. Ficou muito bem!


*Sim, os concertos da Trama são mesmo importantes!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

o blues

1 - Blue Bob é um álbum feito por David Lynch e um seu engenheiro de som e músico, John Neff. Lynch toca bateria e algumas guitarras, incluindo a 'minha' Parker Fly. Julgo que é ele que desenha a cama de improvisos com slide e som distorcido que caracterisa diversas faixas. Neff toca também bateria e uma lista infindável de guitarras e baixos. Utilizam som processado até à quinta casa por quase tudo quanto há no mercado para o efeito. Letras de David Lynch, cantadas mais por Neff.
Blues (e rock) industrial lento, monótono, repleto de clichés. Ao ouvi-lo parece-me aquilo que eu teria feito à 10 anos atrás (antes do jazz) se tivesse feito alguma coisa. (Se soubesses, narciso!) Não é uma revolução musical, mas é um verdadeiro David Lynch e tem uma estética poderosa.


2 - Jazz composition de Ted Pease (Berklee Press) é um livro para alunos de jazz bastante interessante. E são quase nenhuns os livros no mercado que abordam directamente a composição com linguagem Jazz. Hear me talkin to ya: The Story of Jazz as told by the men who made it, pelos jornalistas Nat Shapiro e Nat Hentoff. Uma interessante recolha de testemunhos na primeira pessoa, desde o nascimento do jazz em new Orleans, até ao bebop. Estão todos lá!

3 - deixei o Travian, era ele ou eu. Isto a propósito de um anterior post. Mas em contrapartida os melhores chocolates do mundo, são os Cioccolato di Bruco, em especial o negro aromatizado com rum e baunilha.

4 - fuck! Os popups continuam aqui no blog e eu não sei que faça!!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Marta Hugon @ Hot Club

Concerto de apresentação do novo álbum, Story Teller, de Marta Hugon, no dia 11 de Dezembro de 2008

com Filipe Melo (p), André Fernandes (g),
Bernardo Moreira (cb), André Sousa Machado (b)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

tempos livres

1. Talvez o menos conseguido seja o impacto inicial, discreto e sem mostrar o que lá vem. Mas uma vez ultrapassada esta fase, mordeste o anzol. O Travian, primeiro é simples, rápido nas jogadas e não te exige muito. 'Tudo bem, desisto quando quiser'. Mas a cada nova jogada, aumenta o interesse e o tempo que ficas a pensar na seguinte. Descobres novas possibilidades e estás sempre à beira mais um resultado. Três dias depois não sabes como largá-lo. Nem vou dizer quem lá sou, que já tou com emoções a mais...
2. As crianças não precisam de acesso autónomo à informação mas de pais e tutores que lhes dêem informação, digerida e devidamente contextualizada. Este governo retira o Conservatório mas entrega computadores portáteis. Bestial! (de besta...) aqui aqui e aqui
3. Muita da lógica de quem se julga beneficiado por isto tem a ver com coisas-boas -que- inevitavelmente- têm-um-lado- menos-bom- que-terá- de-ser-supervisionado -pelos-pais. Assim, à criancinha de 9 anos poderia também proporcionar-se telemóvel, um plasma com cabo no quarto e já agora, uma armazinha de autodefesa, que os dias que correm são cada vez mais perigosos.
4. Mais dois livros sobre Jazz e improvisação: Jazz Styles - History and Analysis de Mark C. Gridley e Thinking in Jazz - The Infinite Art of Improvisation de Paul F. Berliner.
4. Espera, farmei mais um no Travian, tchau..

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

não saia à rua sem saber..

Em Portugal há excelentes guitarristas de Jazz e o Pedro Madaleno é um desses eleitos. Refez o seu site pessoal em www.pedromadaleno.com e foi uma honra quando ele me pediu algumas fotografias que recentemente tinha feito nos seus concertos.
Passem lá pra ver, na galeria do site, as fotos de concertos são minhas e as de estudio são de Nuno Portugal.

Tão bom ou melhor será assistir a um dos concertos que tem dado. O fraseado de Pedro Madaleno é emotivo e intrigante, prende-nos facilmente a atenção durante todo o espectáculo. Num tom de fusão, com capacidade para captar o interesse de um público muito mais alargado que o habitué do jazz. Dos vários CD's que já publicou, sugiro o 'underpressure':

domingo, 9 de novembro de 2008

Filipe Melo Trio

Ouvi-lo a tocar ou a falar de música é um privilégio para qualquer um de nós. Nos dias 20, 21 e 22 de Novembro o Trio de Filipe Melo vai estar no Hot Club. É muito pouco espaço para tão grande momento, antecipo. Conto deixar-vos algumas fotos desse evento aqui.

Postei um vídeo do TFM aqui, agora deixo o registo de um concerto recente aqui em Lisboa em que acompanhou Sheila Jordan.



Já agora, é ele também o realizador de 'um mundo catita' que dentro de momentos passará na TV mais próxima de si.

domingo, 26 de outubro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

SCRIBD

Apesar da minha absoluta indisponibilidade para tudo menos o que estou a fazer até ao último fim de semana de Setembro, tenho de partilhar este surpreendente youtube dos textos e livros convosco:

www.scribd.com

registem-se (é muito rápido) e depois podem convidar-me para vosso amigo (pogarcez6515).

(Ana Correia é coordenadora de um grupo do ATLAS, um dos detectores de partículas do LHC)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rezillos (é um Z)



Flying Saucer Attack

Revillos (é um V)



Scuba Scuba

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

buzinanço

Tá ta ra tááá! Tenho andado entusiasmado com um novo instrumento, o trompete. Não é tão inacessível como me parecia antes de ter uma pequena sessão introdutória com alguém que já o sabe tocar. Até aqui toquei quase só exercícios de escalas, mas com a convicção de quem executa um brutal reportório.


Ando a namorar um destes, chamados trompete de bolso (só se for um bolso do Hulk), mas para além do nosso inigualável Sei Miguel, não conheço mais quem os use. A ouvir melhor com que se parece isto... preços, parecem existir desde 60€ novos, vindos da India via ebay. Mão de obra barata ou lata barata?

Como já antes desconfiava, não é instrumento que se aconselhe a quem, como eu, vive num apartamento. Se escalas era mau de aturar, agora imaginem as próximas melodias atormentadas...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

FESTIVAL MÚSICA VIVA 2008

Convergência de expressões e estéticas musicais múltiplas


Mosteiro dos Jerónimos 19 de Setembro 2008
Fundação Calouste Gulbenkian 20 de Setembro 2008
Centro Cultural de Belém 20 a 27 de Setembro 2008

O programa completo do Festival Música Viva 2008 já está disponível on-line.

Concerto de abertura na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, no dia 19 de Setembro às 22h com a estreia portuguesa de MIXTUR de Karlheinz Stockhausen.

O Festival Música Viva 2008, apresenta de 19 a 27 de Setembro um total de 24 acções distintas, 124 obras (15 das quais resultam de encomendas da Miso Music Portugal), 20 peças electrónicas no novo projecto "Sound Walk", 6 instalações sonoras no "Interactive Lounge", numerosas acções para as crianças... De um universo de 82 compositores representados e 53 estreias absolutas, 42 compositores são portugueses e estrearão 27 novas obras, prova inequívoca da prolífica actividade criadora actualmente existente em Portugal e à qual o festival dá voz.

Toda a programação em http://www.misomusic.com/port/difu/musviva/2008.html

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

John Zorn e Fred Frith @ Gulbenkian

Isto, garanto-vos sem margem para estar enganado, é música de outro campeonato ou de outra galáxia ou de outro universo. A raça humana não atingiu ainda este estado de desenvolvimento.

Zorn e Fred Frith deram-nos uma autêntica lição de música nesta hora e meia. Entrados no palco, cria-se um clima de extase e tensão que não volta a abrandar. A música é livre, improvisada, mas nunca nos deparamos com clichês ou manobras de 'encher'. As técnicas, totalmente invulgares de tocar (mesmo num quadro 'free') resultam num clima invulgarmente expressivo e sem situações frequentemente observadas de alguma aleatoriedade. Na verdade Fred Frith foi para mim a surpresa maior ao fazer tudo com aquela guitarra nas mãos e alguma electrónica 'nos pés descalços'. Um loop sampler serviu não apenas para prolongar um ritmo/som por períodos alongados, mas muitas vezes para gerar apenas mais um batimento enquanto as mãos de Frith já levavam a guitarra para outras sonoridades. Impressionante.
E Zorn, sem electrónicas para controlar, tem igualmente a capacidade de tudo descrever com aquele sax.
Conto deixar-vos aqui num dos próximos posts o trecho de mais de 10 min do concerto em que Zorn tocou ininterruptamente, o seu Sax através da técnica de respiração circular, com um Frith irrequito na guitarra. Um concerto inesquecível.













Jazz em Agosto 2008
Anfiteatro ao ar Livre da Gulbenkian em Lisboa
3 de Agosto

Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra @ Gulbenkian

O Jazz em Agosto da Gulbenkian começou aqui. Um Otomo 'à maneira', com um ensemble de jazz, a ONJO, bem coeso. Mesmo assim, houve altos e baixos na improvisação. A destacar a actuação do baterista, alguns dos metais e a voz sensual de Kahimi Karie. E do próprio Otomo. Sentiu-se a ausência de momentos de maior exteriorização musico-emocional, num concerto mesmo assim muito bom.












Jazz em Agosto 2008
Anfiteatro ao ar Livre da Gulbenkian em Lisboa
1 de Agosto

segunda-feira, 28 de julho de 2008

John Zorn + Fred Frith (Jazz em Agosto, Gulbenkian)

John Zorn e Fred Frith

Estava aqui à procura de palavras para me explicar sobre o que sinto com John Zorn...
vamos dizer que se aproxima bastante da minha concepção de um músico ideal. Não por ter descoberto uma determinada forma de se exprimir mais bela ou mais original que as restantes, mas porque parece ser de um ecletismo capaz de se exprimir em quaqluer linguagem musical, composta ou improvisada (factor, quanto a mim essencial para um músico). E em quantidades industriais (ou por outras palavras, de uma rapidez criativa incrível) embora quanto a mim este não seja um factor de importância maior para estes louros.

Há uns anitos atrás, a concerto que deu com os Naked City, na Aula Magna, foi um dos concertos da minha vida. Há muitos, muitos, anos atrás, o concerto que deu no Fórum Picoas (não, não estou enganado) deixou-me com a sensação que havia um mundo por descobrir (embora já o conhecesse através de LP's como o Spillane, que ouvi vezes sem conta).

Tudo isto porque John Zorn está de novo a chegar a Portugal para tocar no Jazz em Agosto (no dia 3 às 21:30, no Anfiteatro ao ar livre) acompanhado por Fred Frith, igualmente um senhor músico multifacetado e notável. A experiência que acumulam, os anos à que, a par de muitíssimos outros projectos, tocam juntos, hão-de garantir festa no anfiteatro.

Proponho-vos a ouvir este duo ou Naked City aqui no sidebar do lado em "Músicas no Plural (edição especial Jazz em Agosto 2008)" de dias 7 e 14 de Julho.

domingo, 1 de junho de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Meredith Monk (2)


Foi um daqueles raríssimos momentos em que mais de duas horas se passaram como se apenas fossem dois minutos e o palco de Meredith Monk, todo o universo em que queríamos existir. Único.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sainkho Namtchylak

À lista do post sobre Meredith Monk, [A] sugeriu-me juntar Sainkho Namtchylak. Ela sempre lá devia ter estado, em letras gordas.


quinta-feira, 27 de março de 2008

Meredith Monk

sou capaz de dizer assim de uma assentada as vozes femininas, não 'pop' que mais me fazem ficar com pele de galinha, querem ver? mrdth mnk, dmnd gls, lrn nwtn e ftm mrnd. Viram!? Humm, mais devagar, Meredith Monk, Diamanda Galas, Lauren Newton e Fátima Miranda.

Meredith Monk vem cá em Abril e pensar que este concerto não vai ser memorável é como pensar que se vai acertar o totoloto. Imprudente. Meredith é a que tem a voz mais redonda e doce, mas sem perder um único watt de energia. É por isso que gosto dela um bocadinho ligeiramente mais que das outras. Ah, e provavelmente também porque é a que mais extrema o minimalismo das suas composições, recorrendo apenas dos elementos musicais absolutamente imprescindíveis. O resto é conversa e o feitio de cada uma, sendo que desta escolha, a Diamanda escapa um pouco ao naipe por ter percorrido caminhos muito menos eruditos, mas acho que fica aqui bem, apesar disso.

Não há maus discos na discografia dela, mas acredito que se deva começar por ouvir 'Dolmen Music' ou 'Book of days' em vez de ir directo para 'Our Lady of Late' que assim desprevenidamente ainda estilhaçava com algum objecto mais frágil ou sensibilidade mais ortodoxazinha.
Ainda dá para ir ao site do CCB comprar bilhetes e imprimi-los de seguida na impressora mais perto de si, modernices.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

e já agora...

Daniel Blaufuks (2)



Arquivo Fotográfico de Lisboa, Rua da Palma, nº 246, 1100-394 LISBOA *


*não dá pra faltar!