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quarta-feira, 6 de abril de 2011

sábado, 17 de janeiro de 2009

no / ideia

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Hoje não me apetece pôr aqui nenhum video. Não tenho nenhuma música para cá pôr. Estou na dúvida se ponha uma fotografia. Escrever qualquer coisa seria impossível. Porque é que me apetece postar? É o cúmulo da incoerência e despropósito, embora sem grandes consequências. Eis descoberta a função deste blog.



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The Idea is the whole thing. If you stay true to the idea, it tells you everything you need to know, really. You just keep working to make it look like that idea looked, feel like it felt, sound like it sounded, and be the way it was. And it's weird, because when you veer off, you sort of know it. You know when you're doing something that is not correct because it feels incorrect. It says, "no, no; this isn't like the idea said it was". And when you're getting into it the correct way, it feels correct. It's an intuition: You feel-think your way through. You start one place, and as you go, it gets more and more finelly tuned. But all along it's the idea talking. At some point, it feels correct to you. And you hope that it feels somewhat correct to others.
...

(David Lynch - Catching the Big Fish, pág 83, ASK THE IDEA)

domingo, 11 de janeiro de 2009

amanhecer

Parece que cerca de 2 por cento da população tem dificuldades sérias em deitar-se cedo e lavantar-se cedo. Em fazer coincidir os dias astronómicos com os seus dias biológicos. Eu devo pertencer a 0,0001 da população, porque a mim nem os ciclos de vinte e quatro horas parecem fazer sentido. Se tivessem para aí umas 30 horas talvez...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

o blues

1 - Blue Bob é um álbum feito por David Lynch e um seu engenheiro de som e músico, John Neff. Lynch toca bateria e algumas guitarras, incluindo a 'minha' Parker Fly. Julgo que é ele que desenha a cama de improvisos com slide e som distorcido que caracterisa diversas faixas. Neff toca também bateria e uma lista infindável de guitarras e baixos. Utilizam som processado até à quinta casa por quase tudo quanto há no mercado para o efeito. Letras de David Lynch, cantadas mais por Neff.
Blues (e rock) industrial lento, monótono, repleto de clichés. Ao ouvi-lo parece-me aquilo que eu teria feito à 10 anos atrás (antes do jazz) se tivesse feito alguma coisa. (Se soubesses, narciso!) Não é uma revolução musical, mas é um verdadeiro David Lynch e tem uma estética poderosa.


2 - Jazz composition de Ted Pease (Berklee Press) é um livro para alunos de jazz bastante interessante. E são quase nenhuns os livros no mercado que abordam directamente a composição com linguagem Jazz. Hear me talkin to ya: The Story of Jazz as told by the men who made it, pelos jornalistas Nat Shapiro e Nat Hentoff. Uma interessante recolha de testemunhos na primeira pessoa, desde o nascimento do jazz em new Orleans, até ao bebop. Estão todos lá!

3 - deixei o Travian, era ele ou eu. Isto a propósito de um anterior post. Mas em contrapartida os melhores chocolates do mundo, são os Cioccolato di Bruco, em especial o negro aromatizado com rum e baunilha.

4 - fuck! Os popups continuam aqui no blog e eu não sei que faça!!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pois

1 - a minha conjugação de astros em Dezembro é uma espécie de supernova na minha vida real e de buraco negro na vida deste blog. Desculpem lá a ausência. A coisa segue dentro de momentos



2 - aparentemente, o mais credível estudo sobre os efeitos dos telemóveis para a massa cinzenta de cada um, tem resultados negros para quem o usa há mais de dez anos (ainda hão-de fazer um estudo dos efeitos do magalhães na massa cinzenta das crianças e chegar à mesma conclusão, é o que vos digo). Muito negros. Ponham o telemóvel em alta-voz e falem do outro lado da sala/rua com os vossos interlocutores, é o conselho que vos dou.


3 - Boas festas e até já

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

buzinanço

Tá ta ra tááá! Tenho andado entusiasmado com um novo instrumento, o trompete. Não é tão inacessível como me parecia antes de ter uma pequena sessão introdutória com alguém que já o sabe tocar. Até aqui toquei quase só exercícios de escalas, mas com a convicção de quem executa um brutal reportório.


Ando a namorar um destes, chamados trompete de bolso (só se for um bolso do Hulk), mas para além do nosso inigualável Sei Miguel, não conheço mais quem os use. A ouvir melhor com que se parece isto... preços, parecem existir desde 60€ novos, vindos da India via ebay. Mão de obra barata ou lata barata?

Como já antes desconfiava, não é instrumento que se aconselhe a quem, como eu, vive num apartamento. Se escalas era mau de aturar, agora imaginem as próximas melodias atormentadas...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

what the fuck!

primeiro todos escarrapachavam gatinhos no blog, e eu também escarrapachei. Agora todos andam a escrever 'foda-se' nos posts, e.... bem, também já postei. Se isto não é doença bipolar colectiva...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

'pa ba-de-drum baaa...

Sexta feira, 27 de Junho, novo exame de Combo, desta vez o final deste ano lectivo. Continuo a preferir não olhar demasiado para o público que assiste, o que faz de mim uma autêntica máquina de palco. Desligada.

Depois do exame, surge uma oportunidade que não perco. Na Fábrica de Braço de Prata, dois concertos quase simultâneos de Pedro Madaleno e Paula Sousa, que pouco antes nos avaliavam nos exames.



À saída encontro no R/C uma mostra de nus da artista Joana Villaverde, que ali mesmo tem trabalhado para fazer estes desenhos. Troco algumas palavras com ela que também lá está e recebo de resposta algumas provocações simpáticas. Gosto daqueles desenhos.

terça-feira, 27 de maio de 2008


o dia anda cheio demais, rebenta de por-fazeres, para-fazeres e queria-fazeres.
Escrever é matéria onde sou muiiiittooo lento, mesmo só para dizer coisinhas simples. Não me vou baldar ao blog, mas ando na balda dele.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

espaços de côr

Os espaços de côr tem fama de complicadinhos. Eu ando tramado com eles, porque as fotos vistas no meu blog não tem exactamente as cores lindas com que eu as deixo no lightroom. São parecidas. Mas não são iguais. Aborrece-me. Aborrece-me solenemente.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

amanhâ faço uma viagem ao Porto


Há uma letra de Nina Hagen que fala de reincarnação, mas não me lembro agora qual é.
Também, cantar reincarnação só para dizer que voltei, era capaz de ser exagero...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Inquieto

Fazendo contas, este blog reflecte 4/24 horas dos meus dias. Existe mesmo?

terça-feira, 18 de março de 2008

não justificado

os designers disseram-me que se usa o texto não justificado para dar mais ritmo ao que se lê.
Ah!
Quero ritmo aqui no blog.

Vista grossa

Em 29 de Fevereiro o Paulo Furtado na pelo dos Wraygunn deu um fabuloso concerto no Lux. Visualmente falando também. Na verdade já estamos habituados a este cuidado quando vamos a um concerto dele ou lhe compramos um CD.

Fui prevenido para o concerto com baterias e cartões de memória porque já sabia que a máquina fotográfica iria disparar ao ritmo do bombo. Cheguei a casa e descarreguei tudo para o PC segundo uma rotina supostamente prevenida de algum acidente que me leve a perder as fotografias. Mas nunca é suficiente, há sempre uma variante criativa e inesperada dos acontecimentos. Despejei as fotografias para um crivo de 'bad clusters' em vez de para um disco rígido e o Windows Vista fez os possíveis por esconder a situação (seria de agradecer, se a catátrofe fosse evitada) e nem uma mensagem de erro aparece, durante ou após a descarga. Os programas de abertura das fotos é que se queixam de qualquer coisa indefenida, porque o Vista grossa vai remediando parte do problema. Parte. As fotos ficaram irrecuperáveis, foi tudo pró c*.

Já tenho um disco rígido novo e lá guardei os restos ainda reconhecíveis. Se conseguir fazer alguma coisa deles, posto ali para cima.

Ah, na primeira parte tocaram os Portugueses "Sean Riley and the Slow Riders". Gostei de ver o bateclista, errr, teclerista, enfim, o tipo que tocava ao mesmo tempo bateria e teclas. Enquanto cantava.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

duas vezes inesperado

Meredith Monk de novo em concerto, por cá (CCB)? Young Marble Giants reencontram-se e vêm a Portugal? Parece que sim, em ambos os casos. Os YMG não vêm a Lisboa. Tenho uma inveja de quem vive perto da 'Casa da Música' que nem vos conto...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Prémio OUT

revista TimeOut, obrigado de novo pelos 2 convites que me proporcionaste, na sequência da minha participação num concurso teu.

No entanto um ou outro pequenitos qui-pro-quós poderiam ter manchado esta tua apreciada iniciativa.
Descrevo-te aqui um pequeno apanhado desses grãos de areia no paraíso que é participar num concurso teu, sem outro propósito que o do sentido construtivo para vos proporcionar a possibilidade de serem verdadeiramente perfeitos. Eu não estou nada aborrecido com isto, pelo contrário sinto-me honrado por me permitires esta oportunidade tão rara, TimeOut.

1 - no anúncio do concurso diz que o regulamento está em www.timeout.pt. Eu como não estou habituado a concursos quis lê-lo. Estive, tipo, quase 1 hora à procura e não encontrei. Mas não é grave, é só um reparozito. Se calhar até é de propósito para eliminar os demasiados crédulos do concurso, pois enquanto esses perdem tempo à procura, os outros fazem as chamaditas e ganham. Nesse caso, brilhante!

2 - ligo, ligo, até que: "foi premiado. Será contactado brevemente, click!". Porreiro, isto é mesmo o ideal para quem está a usar o telefone de casa e se preparava para sair. Mas ok, tenho alguém a quem pedir que atenda a chamada e dê o meu número móvel ou receba o número a quem ligarei de volta. ainda bem que não liguei de casa de um amigo ou da rua.. teste de astúcia superado!

3 - já fora de casa, ainda preocupado, volto a entrar no site à procura do regulamento, talvez ajude.. nada. Ligo (dia de semana, princípio de tarde) para o número geral da timeout. várias vezes. nada, recepcionista talvez tenha ido ao WC e a coisa complicou-se. Desejo-lhe alívio rápido.

4 - não sou dos que desistem, ligo para o departamento de publicidade. Muito simpaticamente atendido, explico o que se passa, e dizem-me que não há qualquer problema, ligarão dentro em pouco para o meu telemóvel em vez de para o telefone registado na chamada. Alívio. Problema resolvido. (ou talvez não...) Ao fim da tarde ligam-me de casa a dizer que a TimeOut ligou e que vai ligar já de seguida para o meu telemóvel. Espero, nada, epáááá.......

5 - meia hora depois, 19h decido ligar de novo para o departamento de publicidade. Volto a ser simpaticamente atendido. Até já sabiam o meu nome. "Já só temos bilhetes para o Olga Cadaval". Bem, preferia para Lisboa onde também houve bilhetes, talvez pudesse ter escolhido se isto não corresse tão mal, mas não é por isso, pensei. 'a cavalo dado não se olha a dente'...

6 - (...ou olha??) Chego e entregam-me estes bilhetes (2):
Estão a ver 'v. reduzida'? v. de visão
...ganhei bilhetes para o poleiro das andorinhas, ou coisa assim. Eu e os outros felizes desapont.. err, contemplados, perguntamos na bilheteira se é mesmo assim. É.
Cá está. Em baixo, à direita, as colunas, apontadas para a assistência ' em baixo'!
o simpático banquinho que me reservaram...
..e umas molas de fecho automático atentas ao mais pequeno aliviar de pressão do meu traseiro, para o voltar a colocar na posição inicial, acima.
sentado e entalado, a minha visão era pouco melhor que isto:
Não queria acabar sem dar uma prática ideia à gestão da sala do Olga Cadaval, que tão bem sabe aproveitar todo e qualquer espaço livre da sala para criar lugares. Com aqueles elásticozinhos do bungee jumping a segurar-nos por um tornozelo (um casal por elástico portanto) estimo que poderiam ainda proporcionar cerca de 100 lugares suplementares na sala.
os bilhetes em vez de "visão reduzida" teriam apenas de ser ajustados para "visão invertida, plena".

ahh e sim, deduzo que a Mayra Andrade merece o reconhecimento que tem. Tive dificuldade em apreciar o espectáculo que deu (lá do céu, ouvi o baixo e um pouco da voz, e vi o que aqui se vê...) mas o público lá em baixo parecia estar entusiasmado.
Agora sem qualquer brincadeira: embora não devessem ser vendidos para espectáculos musicais (admito uma conferencia ou algo semelhante), pela falta de condições, estes lugares até podem ser legitimados como último recurso de quem já não tem mais nenhuma hipótese de assistir.
Agora, escreverem convite e oferecerem? sem avisar? TimeOut e Olga Cadaval, podiam ser mais simpáticos, nós até vos vamos elogiando!!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Fui à baixa num domingo

de eléctrico
encontrei gente que também ia
encontrei gente que se ia encontrar
estamos a chegar
elas chamam por alguém, são notadas
e são giras. apalpo-as ou não? Apalpo! (...e apalpou)tiras-me uma foto? o sol e o calor terminam por hoje aqui na praça

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Trampa (actualizado)

Vai não vai e apanho o blogspot a roubar-me as fotos, sabe-se lá porquê.. já lá estão de novo, as fotos dos The Go! Team.

(actualização) E agora foram as do Emir, já abaixo. Pelo menos, deu para perceber o truque: nada de fazer cut & paste entre posts diferentes, meus amigos. O irritante é que por cerca de 24 horas a coisa fica impecável, só desaparecem depois desse período.. cães! :)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Improviso

Quando se está a tocar não se pode pensar.
Ou pode? Esta questão foi um verdadeiro problema para mim, que sou físico de formação e a modos que engenheiro de profissão. Estou habituado a usar o hemisfério esquerdo para validar o direito, das ideias. Acho que em criança não somos assim, mas a minha via académica de ensino foi-me moldando durante anos. Optei por me concentrar na minha formação sem grandes desvios. Mais tarde, quando percebi que era impossível apenas fazer o que fazia, comecei a pintar e este meu processo de agir continuou. A pintar, exerço o espirito crítico "à posteriori" mais que o impulso "à priori". Infelizmente isso vê-se. Literalmente.
Foi quando retomei o pouco que sabia de guitarra que se tornou incontornável alterar este processo.

Há duas formas de improvisação. A livre, e a que segue algumas regras, como é o caso do jazz. É por não ser totalmente isenta de regras que temos a tentação de pensar. Simplificando ao máximo, temos de tocar seguindo uma harmonia, um conjunto de acordes previamente estabelecidos. Significa que tenho de saber escalas e arpejos e mais umas quantas coisitas. Ora eu julgava que sabia, porque se me perguntassem, podia responder. Mas não, porque saber assim, não serve para nada. Tenho de as 'ter nos dedos', se me faço compreender. Nelas não posso pensar, porque delas eu respiro. Os acordes mudam a uma sucessão de 4 tempos (pra simplificar) e eu não tenho tempos no hiperespaço para pensar nisso. Tenho de ir usando e mudando as minhas escalas com a naturalidade de quem respira. O que eu posso pensar, enquanto respiro, perdão, enquanto toco estas escalas, é na minha ideia melódica. Que tem uma liberdade relativa porque tem de se conformar nas escalas que toco.
É isso que neste momento me preocupa. Respirar as escalas e passar o pensamento para a intenção melódica. Este processo de libertação tem uma lentidão 'desesperante'. Só não desespero porque desesperaria ainda mais se não o conseguisse. Ainda está longe de ter uma qualidade razoável, mas já dei alguns passos.

Pode parecer à primeira vista, mas a improvisação livre nada facilita. Essa improvisação é dita 'livre' por falta de estruturas conformantes que sejam conhecidas, do público e dos (outros) músicos. Mas elas terão de existir, senão far-se-á sentir a falta de uma linguagem pessoal, e um excesso de aleatoriedade. A improvisação livre é muito exigente mas coloca a exigência em áreas diferentes da improvisação estruturada. E também exige ao ouvinte, porque não sendo uma linguagem universal, como o jazz, é muito mais difícil de ser reconhecida, comparada e avaliada. Nessas alturas usamos o coração e o desprendimento.