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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Patti Smith @ Coliseu

palavras de patti smith no concerto
I haven't fucked much wih the past
but I fuck plenty with the future
and the future is now
we are the future
you have the future in your hands

we are the future
we can't stand none beholding material things
beeing slaves to credit cards and corporations
we don't need their shit!
what we need is our imagination
what we need are dreams
what we need is heart drive
what we need is clean air
what we need is each other
what we need IS LOVE!

and we don't want their fuking wars
no more wars
we must unite
outside society
this (guitar) is the only weapon we need
and once for all, music, is our fucking (???*)

*transcrito de uma gravação audio muito, muito fraquinha


terça-feira, 30 de outubro de 2007

a rede

Passei pela Praia do Meco depois de um almoço, que também tive por ali. Se há alturas em que gosto de praia são estas, quando quase ninguém se lembra dela, quando tenho espaço para os sentidos.
Por mero acaso, chega um barco, que me explicam que vem de fazer um tipo de pesca de arrasto que se chama "arte Xávega". Desenbaínho a máquina e decido experimentar umas fotos. Tudo giro mas semi-castiço - já há muito motor no meio desta actividade "tradicional". Observo a chegada do barco e o seu arrastamento para fora do mar, o puxar das intermináveis cordas que puxam as não menos longas redes.

E por fim, a chegada do peixe preso nas malhas do fundo da rede, resmas dele a contorcer-se e a agoniar, abrindo a boca até à deformação da cabeça num esforço inútil de encontrar uma réstea de água.
Agonio também. Choca-me os ares de superioridade humana espelhada no olhar de alguns mirones ou pescadores em contraste com o sofrimento dos bichos, estúpidos e indefesos. Somos predadores em sociedade, talvez a caça organizada seja inevitável. Mas isto não é uma festa. É. Limita-se a ter de ser.
Ou então ando a frequentar demais os supermercados... mais para comprar alfaces, diga-se.

terça-feira, 25 de setembro de 2007


http://www.massacriticapt.net/

Sem mais demoras porque 0 nascer do sol tem tudo explicadinho ao longo de alguns posts e eu não faria melhor.

Pronto, só não resisto a dizer isto: na verdade até sou um pouco céptico à capacidade de mudança que a iniciativa consiga para Lisboa. Mas quero estar errado e ainda um dia destes vou participar. Nada me agradaria mais que ver lisboa a ferver de biciletas e devidamente repensada relativamente aos seus transportes públicos. Com o dinheiro dos radares oportunistas, era peanuts..

domingo, 23 de setembro de 2007

P'ra Joana

A vida não é medida pelo número de vezes que respiraste, mas pelos momentos em que perdeste o fôlego de tanto rir de surpresa...de êxtase...de felicidade.
Anónimo

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Mas somos burros ó quê?

16306 espécies em risco.
Mais 188 espécies à beira da extinção que há um ano atrás.
785 extintas.
Previsões de extinção de metade das espécies ainda existentes, até 2100.

A parte positiva: parece que outro estudo revela que com esta devastação a ameaça para a sobrevivência da humanidade também será elevadíssima. A ver se assim se acalma a besta!




The Cucumber Tree (Dendrosicyos socotrana) is an unusual Vulnerable endemic from the island archipelago of Soqotra, Yemen. The species is very well adapted to withstand drought conditions and should therefore be better able than many species to tolerate any drying out of the Archipelago due to climate change. However, in times of severe drought, trees are cut-down, pulped and fed to livestock, and in some areas this has resulted in its almost total eradication. Declining habitat quality is also preventing regeneration of the plant. Photo © Anthony G. Miller.

Origem dos dados: The World Conservation Union

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O Livro do Desassossego, em tiras

Comprei uma versão "portátil" deste livro, mas podia ter sido de outro, pra ver...
Têm bom aspecto, lê-se depressa, como é óbvio, mas ler estes excertos descontextualizados e talvez mais grave, sem aviso da descontextualização, é como comer açúcar em vez de comer uma sobremesa. O açúcar podia ser de qualquer uma.
Valeu ter ficado bem (o livro, não o açúcar) nesta fotografia..

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terça-feira, 31 de julho de 2007

Ingmar Bergman

No Egipto dos Faraós acreditava-se que o ser humano só morria quando desaparecia a última recordação dele. Eu ainda acredito.



Vou aproveitar para voltar a ver os meus filmes preferidos do Bergman.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Para fazer esta foto não me inspirei em Lisboa


Lisboa entristece-nos um pouco. Impossível aos seus habitantes vivê-la a pé ou de bicicleta (sei de alguns ciclistas teimosos, a quem a cidade fez ver a sua insensatez num curto espaço de tempo), criar laços com o espaço circundante, obter o 'feeling' e os aromas das suas gentes.

Por isso faz-me bem saber de:

e de:

Manual das cidades
Manuel Graça Dias, Relógio d'Água, 2007
Este é um livro constituído maioritariamente por colaborações escritas por Manuel Graça Dias nos últimos dois anos para o semanário Expresso, em que o autor reflecte sobre as idiossincrasias da arquitectura portuguesa, centrando a sua análise no tema das cidades.

"São invocadas as questões sociais, arquitectónicas, históricas que justificam o abandono do centro pelas populações. São identificados os motivos da especulação imobiliária na área metropolitana de Lisboa.



domingo, 1 de julho de 2007

Todos somos o mesmo

"Personally, I believe very much in values of savagery. I mean: instinct, passion, mood, violence, madness."

Jean Dubuffet