sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ainda na senda do seu primeiro CD, "da vida e da morte dos animais",  Gonçalo Marques vai actuar no Teatro do Bairro (Bairro alto, Lisboa) hoje mesmo, aqui fica a notícia em última hora.

Gonçalo Marques, um interessantíssimo músico trompetista no Jazz Português contemporâneo, toca regularmente em diversas formações, maioritariamente de Jazz, mas não só e lidera o Trio Gonçalo Marques, responsável por temas originais e que se posiciona numa original linha de composição. A não perder.


Gonçalo Marques-Trompete
Demian Cabaud-Contrabaixo
Bruno Pedroso-Bateria





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tsugaru

Fez-se um cluck* 
Banda Sonora: Hiromitsu Agatsuma, Agatsuma

(*associações mentais entre canções ou sonoridades e fotos do autor)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Li hoje na TimeOut, mas para que não esqueça, aqui fica o blog e uma reportagem sobre este piano viajante e o casal que o acompanha...


Blog: aqui

Festival ESML

Continua a decorrer, no S. Luiz , tinha iniciado ontem e vai até dia 27, o 9º Festival da Escola Superior de Música de Lisboa. Programa aqui. E também há jazz  :)



segunda-feira, 23 de maio de 2011

Daniel Levin, a solo

One of the outstanding cellists working in the vanguard arena
(All About Jazz New York)

Esta Semana em Lisboa

Terça, 24 e Quarta, 25
Culturgest
Ken Vandermark, integrado no Ciclo "Isto é Jazz?"

Sexta, 27
Ler Devagar, Factory LX
Duo Marta Hugon (v) e Filipe Melo (p)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fátima Miranda


Alguns, pouquíssimos países, têm a fortuna de verem nascer uma voz assim. Em Espanha, foi Fátima Miranda. É ela que personifica a “voz” na música de vanguarda; uma voz capaz de atravessar 4 oitavas e um registo expressivo fenomenal, tão raro encontrar-se que redefinem os pressupostos da música experimental. Mas não é só a voz. As suas actuações são performances num ambiente eclético, multicultural. No palco, a narrativa constrói-se através de metáforas, referências culturais e étnicas, fantasias diversas, evocações de uma infância (não) perdida, formando ambientes poéticos ou de inesperado virtuosismo atravessados por um humor subtil, principalmente em consequência da sua voz, mas também de uma coreografia precisa, da luz e dos cenários criados.

Fátima Miranda nasceu em Salamanca e julgo ainda viver em Madrid. Com um Doutoramento em História da arte, mas um evidente interesse vocacional pela música, a sua voz tornou-se conhecida a partir dos anos 1980, após estudos de técnica vocal de diversas culturas tradicionais. Embora tenha também tocado saxofone alto, foca-se na sua voz para a desenvolver em todo o seu potencial. Ainda durante a década de oitenta começa a revelar uma linguagem pessoal única, que acabaria por sistematizar, fazendo soar a sua voz (e corpo) como instrumento de percursão e sopro e combinando técnicas de bel canto até aí consideradas incompatíveis.

A discografia inclui já quatro trabalhos, provenientes dos concertos-espectáculo que criou: Las Voces de la Voz (1992), Concierto en directo (1994), ArteSonado (2000), Cantos Robados (2005, DVD) e diversas colaborações em trabalhos antológicos ou de outros autores.

Se o concerto a que assisti em 2000, no Centro Cultural de Belém (ArteSonado) foi directo e cru, o último, em Março passado na Culturgest (perVersiones) foi de uma subtil complexidade. Ambos a deixar profundas marcas.

Site:
http://www.fatima-miranda.com

quarta-feira, 6 de abril de 2011

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

11-teto de jazz no Hot Club dia 7 de Outubro de 2009

As fotografias desiludem, quanto mais não seja porque mostram no máximo um quinteto, quando o título do post promete muito mais. Vou explicar-me: estava lá tanto, mas tanto, mas tanto público, que não consegui fotografar quando os músicos estavam todos juntos no palco. Impossivel!




Participaram:

Filipe Melo (p)
Bruno Santos (g)
Bernardo Moreira (cb)
Luis Cunha (tb)

Paula Oliveira (v)
Marta Hugon (v)
Mariana Norton (v)
Joana Machado (v)
Margarida Campelo (v)
Isabel Campelo (v)

Guest Star: Paulinho Braga (bt)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pink, Blue and Amber

Banda Sonora: Roedelius, Works (1968-2005)

Panasonic Lumix DMC-TZ7

recebi hoje este CD da Amazon UK


jessica rylan - interior designs

no interior tem um texto dela própria que acaba assim:

Listening is an ideal way of studying caos, since by nature the ear integrates and correlates information, and throws away the extreme detail wich mires the formal study of caos.
...
Playing with caos is like looking through a tiny pinhole at a vast sea. Most of the sea is boring and repetitive, but when you happen upon the magic spaces, hidden worlds open up to you. We don't know how to predict where to find these magic places, but in our failling approach we edge closer little by little to that infinite beauty wich is the goal of all music.

jessica rylan, november 2006

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Workshop Improvisação - Vitor Rua

Vítor Rua irá leccionar em Lisboa, um "Workshop de Improvisação e Composição", aberto a músicos e não músicos, participantes interessados em desenvolver e trabalhar em novos métodos e técnicas de improvisação e composição, bem como em alargar os seus conhecimentos a músicas experimentais.

Entre os objectivos do workshop, inclui-se a gravação de um CD e a apresentação ao vivo de uma ou mais composições/improvisações, com a participação de todos.

Ao longo do workshop serão também abordados assuntos de ordem teórica musical, tal como o estudo de alguns dos mais importantes movimentos e tipologias musicais do século XX:

futurismo, música concreta, acusmática, espacial, rock, música ambiental, minimalismo, música aleatória, música de computador, música improvisada, música electrónica, biomúsica.

O custo da participação no curso é de 150€, correspondendo a 3 encontros de 4 horas cada, entre Agosto e Outubro em horário a combinar. Contactar: 916544203.

domingo, 5 de julho de 2009

Jimmi Hendrix, Nina Hagen


Jimmi Hendrix - Foxy Lady


Nina Hagen - Auf'm bahnhof zoo

domingo, 21 de junho de 2009

NY-PL





Fotos de Porto da Lage e de New York. Half-Life, da minha bio.

Nikon N90, 28-70mm

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Serralves em Festa - 6a edição - Alguns Concertos


Sei Miguel - Um concerto mais expirado que inspirado. Foi pena
Josephine Foster - Um acto raro de coragem e musicalidade. A actuação solo/duo da cantora foi única, pela sua voz, pela forma de tocar.

Noiserv - Já dispensa apresentações. A beleza minimalista dos temas de David Santos é incontornável. Dois excelentes concertos.

T de 3. Só tenho esta foto mázinha deles, mas a música foi muito boa. André No, João Leitão e Pedro Santos.

Ainda uma referência para "Concerto para Maquinaria e Estados líquidos - Canal Zero" cuja performance que envolvia uma complexa instalação não se pode realizar por falta de condições técnicas. O pouco que se ouviu e viu era altamente prometedor e interessante. Não fiz fotos de jeito...

Nikon D200, 18-200mm

quinta-feira, 11 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Martin Taylor + Filipe Melo Trio @ Caldas da Rainha


fotos exclusivas do concerto para os leitores deste blog :)
Filipe Melo, Obrigado!!

+ Elliott Sharp


Nikon D200, 18-200mm

Elliott Sharp @ CCB

terça-feira, 26 de maio de 2009

Vacuum

Banda Sonora: Maja Ratkje, "Voice"

Tonal Plexus

Banda Sonora: Glenn Branca, Symphony nº1

(foto tirada em em santa cruz, PT)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Elliott Sharp no CCB, Jazz ás Quintas




video

2 excertos de Elliott Sharp, no Jazz às Quintas do CCB, dia 21 de Maio às 22h

...after hours

Pedro Madaleno Trio @ Hot Club

+ João Barradas


Pedro Madaleno - Guitarra
Nelson Cascais - Contrabaixo
Paulo Bandeira - Bateria
João Barradas - Acordeão

(15 e 16 de Maio, 2009)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Fred Frith - professor de improvisação"

A Jazz.pt de Maio-Junho tem uma brilhante entrevista com Fred Frith, sobre o ensino da improvisação. A não perder, se faz favor.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Elliot Sharp

Elliot Sharp, no próximo dia 21 de Maio às 22h, no CCB
(Jazz às Quintas, entrada gratuita)


“All things must change to something new, to something strange.”
Henry Wadsworth Longfellow"

Tenho uma admiração antiga pelos músicos que fazem improvisação.
Quanto menos idiomáticos (menos ligados a linguagens musicais já existentes), mais os admiro e vão perceber já porquê.
Para os ouvir não basta sentar-me confortável, relaxar e deixar a música correr, porque isso apenas funciona quando a cena já está pré-estabelecida: eu sei o que vais tocar, tu sabes o que quero ouvir e assim entendemo-nos, não pensamos mais no assunto e acompanhados pelo ritmo cardíaco maternal, regressamos um pouco ao estado intra-uterino. Esta é a música de aeroportos (e não me refiro a Brian Eno).
Também não serve a atitude dominante de quando se assiste a um concerto: é uma decisão premeditada e activa e por isso, de alguma forma acabamos a avaliar a música, queremos que nos surpreenda. Sim, mas não demais. Tem haver uma alternância constante entre o factor surpresa e o que antecipamos que se vai passar, porque senão não funciona. Se a música é sempre previsível ou se nunca antecipamos o que se vai ouvir, desistimos de avaliar, ou seja de seguir o espectáculo. (bingo, estatisticamente a maior parte de nós não gosta ou não quer passar daqui quando ouve música)
Para ouvir música improvisada, não idiomática, não é possível adoptar nenhuma destas atitudes. Quando não se enquadra em regras já interiorizadas durante a nossa vida, é como ter de voltar à escola. Não estamos a avaliar a música porque não ‘sabemos’ nada sobre aquilo. Temos de nos disponibilizar a simplesmente aprender e isso não é cómodo. O nosso sentido crítico terá de se dirigir para outros aspectos indirectos, como a coerência do todo, a noção de capacidade de condução versus desenrolar aleatório que os músicos nos transmitem, a descoberta de novas estéticas através de novas estruturas, novas sonoridades, uma nova descoberta do belo. Temos de procurar.
Isto também dá prazer e até é relaxante, porque os avanços que fazemos colmatam as ansiedades que o desconhecido nos tinha trazido.
Mas não é um caminho que seja muitas vezes traçado na nossa vida inquieta onde a música é acima de tudo entretenimento imediato. Penso que tudo começa por estar sempre disposto à descoberta de outros horizontes. E nós somos muito ensinados a não fazer isto.

E agora, já perceberam. Se ouvir a música é um processo que exige de nós, ouvintes, imaginem o que não será criá-la e tocá-la. Uma maravilha, por certo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

smoke / sylvie guillem


"smoke" coreografado por mats ek com sylvie guillem e niklas ek.
"smoke" é um segmento do filme dança "evidentia" concebido por sylvie guillem.
música de arvo part

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Black Dice @ Museu do Chiado

1 - Revolta

2 - Negação


3 - Aceitação (Resignação?)



"...ainda que seja um vasto algo que permanece, até hoje, copiável, a marca deles é tão sua, que todos os que vêm depois de si, ou que virão ainda, serão sempre subjugados à sua posição de seguidores. Será então essa a premissa para a genialidade nesta década, a insularidade criativa? Uma espécie de primeiro ponto final na cultura popular moderna em que para um trabalho ser verdadeiramente revolucionário, tem que ser ímpar e intocável, tanto estética quanto espiritualmente, radicalmente distante de tudo o resto? Se sim, os Black Dice serão dos grandes protagonistas nos avanços artísticos no campo do som e da música neste arranque de século. Guiando-se unicamente pela procura de novos sons, novas emoções, criam música que transcende o ritmo linear, as estruturas narrativas, fraseando melodia e harmonia. Utilizam instrumentação de uma forma como nunca tinha sido utilizada e processada de maneira, também ela, completamente longe de qualquer normalidade. 'REPO', o seu mais recente álbum e segundo pela Paw Tracks (dos Animal Collective), é um outro passo em frente na gloriosa confusão que criam a partir de todas estas procuras simultâneas, intersectadas e sobrepostas. Um som cada vez mais estilhaçado (e que reflecte) do caos do ideário colectivo de hoje em dia, que o torna transcendência e indizibilidades. Um concerto, segundo em Lisboa, que será, com certeza, mais uma poderosíssima aceleração do amanhã para o dia de hoje." (RETIRADO DAQUI)


update: sim eu sei... o processo não é 'revolta, negação, ...' mas sim 'negação, revolta, ...'. Aqui soou-me melhor assim, o que é que eu podia fazer???