sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

e já agora...

Daniel Blaufuks (2)



Arquivo Fotográfico de Lisboa, Rua da Palma, nº 246, 1100-394 LISBOA *


*não dá pra faltar!

Daniel Blaufuks

Na galeria 'Vera Cortês Agencia de Arte' está a decorrer uma exposição do (con)sagrado Daniel Blaufuks, com os seus mais recentes trabalhos de fotografia e vídeo. Na verdade 'o Arquivo' termina dia 23, mas este é o dia ideal para ir vê-la pois é lançado o livro de artista com o mesmo nome. É imperdível. Estarei lá Sábado.


"Conheci em tempos um senhor muito viajado, que guardava todos os papéis, que lhe chegavam às mãos. Cartas e livros, mas também facturas, senhas, fotografias, bilhetes de cinema e de museus, recortes de jornais e declarações de impostos. Arquivava tudo isto em pastas e caixas ano após ano. Era assim um diário escrupuloso da sua vida, do que fez, do que gastou,do que comeu e em que locais, mas que não incluía nenhuma nota pessoal, nenhum registo dos seus pensamentos ou sentimentos." [ Daniel Blaufuks, do texto “Setembro” ]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

thanks, 'Time Out'

Amanhâ lá estarei!!



(Mayra Andrade, em digressão Nacional estará no Olga Cadaval amanhâ pelas 22h)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

quero os dois!

Daxophone


Acoustic Rhythm Machine


esperem.. e ainda esta caixinha que a Jessica tem nos joelhos
(um '
Little Boy')


Agora já sabem como mimar-me!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Irra!

Uma deusa como Julie Cruise não pode chegar assim, silenciosamente, a um país, dar um concerto de raspão numa sala junto à fronteira (vou pôr em letras muito pequeninas: no theatro circo, em braga), a uma segunda feira (hoje!!) e pôr-se a andar de novo. Não pode. Deve haver qualquer coisita no diário da républica que proíba isto. Não é por eu ser de lisboa...

Fui à baixa num domingo

de eléctrico
encontrei gente que também ia
encontrei gente que se ia encontrar
estamos a chegar
elas chamam por alguém, são notadas
e são giras. apalpo-as ou não? Apalpo! (...e apalpou)tiras-me uma foto? o sol e o calor terminam por hoje aqui na praça

Filipe Melo Trio

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Fevereiro

Seria um Fevereiro frio e invernoso, não fosse a nossa "engenhosa" capacidade para criar efeito de estufa. Nessa condição este Damn Good traria calor e conforto a esses dias, com Bill Evans. Músico de arquitecturas harmónicas únicas e de um notável sentido melódico, conheceu a fama no sexteto de Miles Davis (sendo uma influência notória na composição deste último), mas consagrou-se mais tarde em trio e a solo.
Com esta primaverazinha nada disto faz tanto sentido, mas obrigado pela ideia, F..

Swan Lake @ Culturgest

Fui desprevenido e desinformado. Levava apenas alguns qualificativos lidos distraidamente: “espectáculo minimalista”, “inquietação do público”, “inexistência de cenários”. Tudo bem, aguento, se calhar até gosto.
Mas não é fácil começar a digerir o que se vê. A música de Tchaikovsky começa. A qualidade do som ronda o low-fi. No palco à frente do fundo preto há 12 cadeiras e ao longo dos primeiros minutos entram no palco três dançarinos (adivinha-se pelos corpos) e um homem corcunda. Raimund Hoghe, o coreógrafo desta peça, é esse corcunda. Não esboçam dança. Pelo contrário, há um despojo absolutamente desconcertante dos poucos movimentos. Esperamos ver acção, mas nada acontece. A austeridade visual é assustadora. Os bailarinos deslocam-se de A para B no palco e ali ficam de pé ou deitados. Mexem um braço talvez, na única reminiscência da linguagem clássica do ballet. A música continua, mas o palco esvazia-se enquanto Hoghe tira uns papéis que a dada altura colocara pelo chão (simbolizando os cisnes). Ou o limpa, com uma esfregona, da água deixada por cubos de gelo (simbolizando talvez o lago).

À superfície é isto que acontece, em vez de uma sofisticada coreografia (moderna ou clássica) e de virtuosos movimentos dos dançarinos. Por isso é difícil de digerir. Temos de procurar uma outra lógica.

A narrativa do Lago dos cisnes está longe de ser seguida de forma linear. A peça decorre através dos símbolos criados por recurso a memórias. Por sugestões e associações de ideias provocadas. Hoghe que se desnuda por três vezes e mostra explicitamente a sua corcunda, que executa movimentos próximos do atabalhoado, é o símbolo da morte da ‘beleza tradicional’ do bailado. É também ele que gera uma nova linguagem. O sentido poético do todo é fortíssimo, mas nos nossos sentidos, desencadeado por “nadas” que são afinal poderosos elementos de sugestão. No final, Hoghe integralmente nu recria a morte por amor. É apoteose de um espectáculo onde só a verdade corre, despida de todos os artifícios e talvez simbolizada pela última vez quando Hoghe atira, por cima das suas costas e em direcção ao público, com um saco de plástico contendo toda a sua roupa. Num tempo em que o poder do visual é absoluto, o belo redefine-se através da sugestão.

Culturgest, 8 Fevereiro 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Lydia Lunch


Question: I've heard you referred to as a confrontationalist- what does that mean to you?

Answer: That means that my job is to confront apathy and confront all the forces that tend to batter each of us down with all kind of oppression, even self-oppression. I consider that the main job of the art that I do- to rattle the cage, wake people up, wake myself up, confront all that would conspire to keep us down.

(na ZDB próxima sexta feira)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Aparência



De certa forma, parecem-me as fotografias do bóbi. auf auf.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Jean-Marie Machado no OndaJazz

promete, isto promete... e é já amanhâ!!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carla Sarkozy

Não sou muito de prestar atenção a mexericos ou a celebridades, mas abro uma excepção a Carla Bruni. Se me puderem indicar uma revista onde tenha saído simultaneamente a reportagem nua e a reportagem da cerimónia de passagem a 'primeira dama', agradecia, sempre poupava uns euros e facilita o arquivo.

Michael Gira de novo na ZDB

Michael Gira, outrora vocalista dos devastadores e fundamentais Swans e autor de notáveis discos a solo enquanto líder dos Angels of Light (banda na qual só ele é membro fixo), apresenta-se a 25 de Fevereiro na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa.
O último disco dos Angels of Light, We Are Him, gravado com a ajuda dos Akron/Family (presença habitual nos discos do projecto), é mais cheio e diversificado do que os anteriores – há guitarras folk, trombones, um tema bluegrass, mas também tensão nervosa à Swans. Arriscamos dizer que é o melhor disco de Gira pós-Swans.
Na ZDB, Gira, que lidera também a Young God Records (Devendra Banhart, Lisa Germano, Akron/Family), vai estar acompanhado por Fabrizio Palumbo, membro dos italianos Larsen, músico que assegura também a primeira parte.
(in bodyspace)


A primeira parte do espectáculo será assegurada pelo exuberante italiano FABRIZIO MODONESE PALUMBO, membro dos Larsen e dos Blind Cave Salamander, que apresentará o seu projecto a solo, descrito como um cocktail de música ambiental/experimental introspectiva, que serve de pano de fundo às explorações vocais líricas próprias de um verdadeiro songwriter. Habitual colaborador de nomes tão importantes como Current 93, Xiu Xiu, Nurse With Wound, Matmos, Jarboe ou Lydia Lunch, Fabrizio Modonese Palumbo consumará mais uma colaboração de luxo ao acompanhar, na segunda parte do espectáculo, Michael Gira em palco.
(in fade in festival - myspace)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Trampa (actualizado)

Vai não vai e apanho o blogspot a roubar-me as fotos, sabe-se lá porquê.. já lá estão de novo, as fotos dos The Go! Team.

(actualização) E agora foram as do Emir, já abaixo. Pelo menos, deu para perceber o truque: nada de fazer cut & paste entre posts diferentes, meus amigos. O irritante é que por cerca de 24 horas a coisa fica impecável, só desaparecem depois desse período.. cães! :)

Live 3 - Emir Kusturika @ Coliseu






Revisita a um velho ídolo..

a omnipresença das máquinas fotográficas nos telemóveis ou em tamanhos tão reduzidos que quase parecem não existir, banalizou a sua utilização nos espectáculos.. e a permissividade de o fazer. Normalmente ninguém é advertido por as usar, pelo menos em espectáculos em que a movimentação da assistência e o silêncio não são requisitos. Parece-me justo, sempre me pareceu. É certo que uso uma máquina não compacta, mas essencialmente faz o mesmo que as compactas, fotografa. Aliás faz menos, porque não filma. E também não costuma ser problema.
Mas neste concerto fui literalmente perseguido pelas lanternas de leds das equipas de segurança. Estava ali pela décima fila, ou melhor "camada" de pessoas de pé, e sempre que começava a fotografar (sem flash) era impedido e ameaçado de ser expulso, por gestos de lanterna. As máquinas compactas claro que também ali estavam às dezenas, à minha frente, mas não perturbavam a 'autoridade'. Rendido, arrumei a minha máquina de 10M píxeis na mochila e saquei da compacta de 12M píxeis, que também ali tinha. Alguma desordem (que não pôde merecer a atenção dos seguranças, dada a sua concentração na muito mais elevada tarefa de detectar máquinas fotográficas não compactas no público) reinante em pequenos grupos da assistência levou-me até à segunda fila, ou camada, e mesmo ali debaixo dos narizes da segurança, fotografei e filmei calmamente com a minha compacta de 12M píxeis. Literalmente visto e consentido pelos mesmos dois que me impediram de usar, lá detrás, a outra máquina. Ficam informados, mesmo que não percebam a lógica!




sábado, 2 de fevereiro de 2008

Live 2 - Dead Combo @ ZDB







Dead Combo, muito bons como sempre, a sala ZDB (24jan) com o palco central cai-lhes que nem ginjas.
Assumo-me fã (quase) incondicional, mas ao fim de cerca de dois anos era altura para eles se reinventarem. Neste concerto (onde apresentaram dois ou três temas do futuro album) não houve traços visíveis, talvez compreensível dado que se aproxima a data de lançamento do novo trabalho. A expectativa é alta, para mais que está a ser feito com guest stars inesperados!

blog bem giro da gravação do novo trabalho aqui: X




Alinhamento:

Live 1 - The Go! Team @ Lux





Os (e as) The Go! Team foram ao Lux (18jan). Música para curtir (não, não é esse curtir..) ritmos, caos eufórico, distorção pós punk, funkalhada, samples, gajas e gajos freaks, Hip Pop e por aí fora! Foi um começo de ano de boa onda contagiante. Yeeeeeeaaaahhhh!!!!!!!







Alinhamento do concerto:

The Power Is On
Wrath of Marcie
Panter Dash
We Just Won´t Be Defeated
Fake ID
Grip Like a Vice
A Version of Myself
Junior Kickstart
Bottle Rocket
Everyone's A V.I.P. To Someone
Flashlight Fight
Ladyflash
Huddle Formation
Titanic Vandalism
Doing It Right
Keys To The City

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Podcast que vale mesmo a pena!

"Músicas no Plural"*, da responsabilidade de Rui Neves (Jazz em Agosto). Considerem isto uma rara oportunidade.
Emissão semanal, às segundas, em formato podcast, iniciativa da F. Gulbenkian.

*também disponível aqui na coluna da direita